Começando pela ansiedade
Nos anos 1990 eu era uma criança e antes dos meus 10 anos eu tive alguns episódios de desmaios, crises de medo de escuro e injeção que deixaram minha família assustada.
Eu costumava me impressionar sempre que via sangue na TV ou em algum corte.
Quando menstruei aos 12 anos, vi o sangue e fiquei feliz por não desmaiar.
Minutos depois contando para minha avó o que tinha acontecido e como eu estava feliz, só me lembro de estarem me socorrendo do desmaio e que neste dia, acabei no hospital.
Eu também tive 2 convulsões em períodos diferentes: aos 8 e os 12 anos.
Naquela época não se falava sobre ansiedade e praticamente todos os médicos me indicavam uma medicação chamada Tegretol, um parente próximo do Gardenal famoso, ainda que nos meus exames, apesar das convulsões eu não apresentasse epilepsia.
Eu sempre fui uma aluna acima da média em todo meu período escolar: minhas notas costumavam estar entre 8 e 10.
Então algumas coisas para a época não faziam sentido, já que era muito comum vincular o desenvolvimento escolar à sanidade mental.
Eu ouvia algumas pessoas dizeram que eu era louca.
Ouvia outras dizerem que eu era muito inteligente.
No meio disso tudo, eu procurava fazer as coisas que eu mais amava na vida para provar que eu não era louca e esquecer um pouco aquelas coisas: jogar futebol e fazer brincadeiras que me deixassem exausta.
Com a adolescência passei a ser muito impulsiva e sempre que me sentia pressionada, eu tinha crises de choro que duravam horas.
Eu sentia muita dor emocional com os problemas e não sabia lidar com as culpas que eu sentia.
Como eu gostaria de ter tido acesso a uma terapeuta incrível como a que tenho hoje!
Para compensar o fato de que eu não tive, espero que muitas, muitas pessoas, possam ser atendidas e que muitas pessoas sejam livres da dor emocional através de tratamentos adequados.
E eu quero falar sobre formas como as pessoas podem ser atendidas e ajudadas em tempos onde o mundo finalmente começou a levar a sério a importância de cuidar da saúde mental.
Meu nome é Gabriela Machado, eu trabalhei numa multinacional, fui servidora pública concursada duas vezes, sou mãe e hoje aos 35 anos de idade, consigo falar muito sobre o quanto a terapia é neecessária na vida das pessoas.
Eu levo meus amigos para terapia, meus parentes, e quero poder falar e trocar experiências de vidas com mais pessoas que amem o tema terapia e saúde mental.
Até breve!
Comentários
Postar um comentário